Crianças brincando na areia, à beira-mar

Avaliação Infantil

Avaliação neuropsicológica infantil

Avaliar criança não é avaliar adulto em escala menor.

Presencial, em Florianópolis

Como o trabalho acontece

Avaliar criança pede outra postura, outro espaço, outro manejo. Tempo diferente, leitura clínica diferente, presença diferente. Esse jeito de trabalhar com crianças vem de uma trajetória que atravessa décadas — clínica desde 1984, chão de saúde pública, anos de formação de professores em escolas do campo, e maternidade atípica.

A maioria das crianças chega com suspeita de TEA, TDAH ou ambos. Para esses quadros, segue a mesma lógica aplicada com adultos — avaliação focada, bateria mínima necessária, diagnóstico clínico em primeiro lugar. A experiência longa permite reconhecer rapidamente, e isso significa avaliação mais densa em menos tempo de aplicação. Não é atalho — é leitura clínica acumulada.

Quando aparece questão de inteligência, o processo é mais longo. Instrumentos mais estruturados (WISC e outros) exigem mais sessões de aplicação, correção e integração. Entra quando o caso pede, não preventivamente.

Linguagem não é meu território. Quando há sinal nessa direção, encaminho para fonoaudiologia — área específica que necessita de um profissional especializado.

Sobre vagas: atender criança presencial exige condições específicas de tempo e disponibilidade. Por isso a agenda comporta um número limitado de avaliações infantis simultâneas. Quando está cheia, há lista de espera; o contato é feito assim que houver disponibilidade.

Quando o consultório não basta

Avaliação em ambiente domiciliar

Para algumas crianças, o consultório não é o lugar onde o funcionamento real aparece. Crianças pequenas; crianças com dificuldade intensa de sair de casa; crianças que conseguem sair mas chegam ao ambiente novo já desreguladas — comum em crianças autistas. Nesses casos, o ambiente desconhecido interfere no que é possível observar.

A visita domiciliar inverte essa lógica. Em casa, a criança está no seu território. Material clínico de outra natureza emerge: mais espontâneo, mais revelador. Em uma ou duas visitas, é possível observar o que no consultório poderia levar muitas sessões — e ainda assim talvez não aparecer.

Florianópolis e região, presencial. Em situações excepcionais, outros municípios — com despesas de deslocamento por conta da família.

Scheilla Soares — psicóloga e neuropsicóloga

Quem está do outro lado

Scheilla Soares

Psicóloga, neuropsicóloga e mestre em Educação — CRP 12/01849

Comecei a atuar com crianças em 1984, com formação desde a graduação voltada pra educação especial. Fiz estágios em psicodiagnóstico infantil antes de me dedicar também à avaliação de adultos, e por anos lecionei avaliação, desenvolvimento e aprendizagem em graduação e pós. Durante boa parte da minha vida profissional, trabalhei mais com crianças do que com adultos.

Comecei no SUS como psicóloga — onde visita domiciliar e trabalho em rede são prática regular, não exceção. Em vários momentos atuei em cidades pequenas como a única psicóloga do lugar, atendendo simultaneamente saúde, APAE, Conselho Tutelar e Secretaria de Educação. Esse tipo de trabalho intersetorial dá uma leitura de neurodivergência no contexto real, não no consultório isolado.

Atuei depois, por anos, na formação de professores em escolas do campo — colaborando com o PRONERA (Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária), com o Instituto de Educação do Campo da UFSC, e nas licenciaturas em Educação do Campo e Indígena. Carinhosamente, era nomeada como pessoa de referência da educação especial no território da educação do campo. As crianças sempre fizeram parte desse trabalho — mesmo quando chegavam na fala das suas professoras.

A maternidade atípica também pesa. Atravessar a vida neurodivergente no cotidiano, com filhos de perfis diferentes, ensina algo que checklist não ensina: cada criança autista é uma. Perceber variação fina é trabalho clínico contínuo, não exercício de manual.

O que acontece depois

Uma avaliação neuropsicológica não é ponto final. É ponto de partida. O que vem depois é o trabalho de fazer sentido do que foi mapeado: como comunicar à escola, como reorganizar rotina, como sustentar o cotidiano com o que se compreendeu.

O que você precisaria que fosse diferente?

Este espaço também reúne materiais de apoio — guias sobre desenvolvimento infantil, rotina e brincadeiras sem brinquedos — para além do encontro clínico.

Carta do Mar — Para quem atravessa

Sou o Mar, e falo agora com quem está no meio do caminho. Nem mais no cais, nem ainda na outra margem.